Moda - Jardineira

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Hey, já ouviram falar de jardineira ou macaquinhos jeans? Eu acho uma fofura e estou querendo muito! Eu já tive um quando pequena porém nunca usava pelo fato de achar feio. Por isso, as jardineiras não são peças novas, mas agora voltaram com tudo. Minha mãe acredita que se eu tivesse uma não usaria, eu acho o contrário. Ela acha isso porque sou muito chata para roupas... Hehe. Trago algumas fotos dessas roupas, quem sabe vocês se apaixonam também?


Adorei esse look, porque será? Botas e jardineira, tem roupa melhor?

E além das básicas jeans, também tem umas mais coloridinhas...

Uma fofura só! E o bom é que na minha cidade tem :3
Beijos, Ráh

Conto - A Garota do Lago

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Uma rajada de vento bateu em meu rosto, me trazendo um alívio por estar naquele lugar novamente. Aquele lago localizava-se próximo a minha casa, não é muito longe, mas também não é muito perto; deu para entender? Espero que sim. Eu conheço aquele lago desde que eu me mudei para esse fim de mundo. Ele é como o meu cantinho, meu refúgio do mundo real para um local agradável, onde eu possa esfriar a cabeça ou simplesmente passar um tempo sozinha, pensando na vida, coisa e tal. Soltei um suspiro ao olhar para os meus tênis que quase encostavam na água do lago. Ouvi passos rápidos logo atrás de mim e era impossível não sabe que era ele que estava vindo até mim:

- E ai, moça. - Ele disse, sentando-se ao meu lado na ponte. - O que faz aqui, sozinha, no Lago Ness?
- Lago Ness? - Segurei o riso. - Aqui nem cabe um monstro!
- Mas aqui vive o filhote dele. - Eu ri, lhe dando um leve soco no braço.

Era legal ter ele ao meu lado, mas ele só me via como amiga... Pois é, essa é a desvantagem de ter um amor platônico pelo seu melhor amigo: você morre de medo de falar isso a ele e tem mais medo ainda de que ele não a corresponda; fato. Escorei minha cabeça em seu ombro, em seguida fechando os olhos:

- Vamos lá, pode ir falando o que você tem? - Ele disse, como se fosse minha obrigação.
- Eu não tenho nada. - Respondi, ainda de olhos fechados.
- Tem sim! Você sempre vem para cá quando tem algum problema. - Ele me abraçou, me puxando para mais próximo dele.
- Só tô com o coração pesado, sabe? Indecisa, meio confusa sobre algumas coisas, só isso.
- Só isso?

Ele não parecia satisfeito... Estava na cara que ele queria arrancar algo mais de mim, exatamente o que eu estava escondendo dele:

- O que você quer? - Perguntei, com os olhos abertos, o olhando com a cabeça sobre o seu ombro.
- Que você me diga o que você não me contou. - Ele respondeu, normalmente.
- Oh, claro, madame! Quer um unicórnio também? - Disse, debochada, quase deixando o riso escapar.
- Oh, sim, minha cara! E tu poderias trazer uma xícara de chá para mim, também? - Aquele idiota imitou uma voz super fina e fingiu pegar uma xícara imaginária, com o minguinho erguido e bebeu um gole do seu chá de mentira. - Hum... Estava delicioso.
- Isso foi tão sem noção! - Disse, entre risos.
- Vai me dizer o que você tem ou não? - Eu neguei com a cabeça. - Por quê?
- Por que isso é confidencial, tá guardadinho em um cofre chamado meu coração e a segurança é máxima. - Desenhei um coração sobre o peito.
- Tudo bem, eu tenho a senha desse cofre.
- E qual é a senha? Posso saber? - Disse o encarando.

Ele olhou para mim e beijou minha testa. Eu sorri por causa da sua ação completamente inesperada. Por dentro eu estava quase explodindo como fogos de artifício, mas por fora eu estava simplesmente sorrindo feito a boba que eu já era:

- Deu, essa era a senha, agora me diz o que é.

Eu precisava por as cartas na mesa, não havia mais lugar onde eu poderia me esconder, suspirei e disse:

- Eu tô assim por causa de uma pessoa...
- E quem seria essa pessoa? - Ele perguntou.
- Ah... Como explicar isso? - Perguntei a mim mesma.
- Eu?
- Você? - Me impressionei... Ele sabia?
- É, sou eu? 
- Se é você?
- Sou eu ou não?
- Ah... Sim.
- E o que eu fiz para você ficar assim?
- Me fez virar uma idiota.
- Mas você já era idiota. - Doeu? Claro que doeu, mas ninguém precisa saber.
- Não estou falando dessa maneira, mas de outra maneira. - Olhei para os meus tênis, que estavam com as solas já tocando a água do lago.
- Que outra maneira, seja mais específica!

O encarei, eu não tinha como definir aquilo em palavras, nem mesmo em atos. Se eu pudesse deixar algo escrito para ele... Chequei os bolsos da minha calça jeans e encontrei uma folha de caderno dobrada; era exatamente daquilo que eu precisava:

- Toma, isso é para você. - Lhe entreguei o papel. - Tá ai, tudo o que você precisa saber.

Me levantei e limpei minhas calças, haviam algumas folhas grudadas nelas e poema que caiam dos sapatos das pessoas que costumavam passar por ali. Ele levantou-se, ficando mais alto do que eu:

- Preciso ir, minha mãe deve estar pensando que eu morri o que eu fui estuprada, sei lá.
- Te vejo amanhã? - Ele me lançou um sorriso tímido.
- Te vejo amanhã, grandão.
- Até mais, baixinha.

Eu sorri para ele. Deu um passo a frente e ergui a cabeça para olhá-lo nos olhos:
- Abaixo um pouco. - Ele flexionou os joelhos para ficar menor. - Um pouco mais. - Ele de abaixou mais, ficando apenas uns 10 centímetros maior do que eu. - Isso ai! Perfeito.
- Qual o motivo dis...

Me levantei, na ponta dos pés, e lhe beijei. Sim, eu fiz isso. Por quanto tempo eu juntei coragem para fazer isso? Sei lá, acho que uns 7, 8, 9 anos, por ai. Logo voltei a minha posição normal e percebi que ele estava perplexo:

- Desculpa... Preciso ir, tchau! - Disse saindo correndo.
- Tchau! - Ele gritou. - E obrigado pelo beijo que eu tanto sonhei!

Já sei, já sei! "O que estava escrito no papel?"... Nada demais. Se quiser saber, olhe com os seus próprios olhos:


XOXO - Kathhi ღ 

Texto - Perguntas a mim mesma

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      Sabe aquelas sete palavrinhas que você troca comigo na sala de aula ou no recreio? Eu fico pensando nelas o dia todo, analisando cada detalhe da sua voz. Será que você fala diferente comigo porque me ama? Porque fica nervoso? Ou será que é só ilusão minha? Será que porque você se confundiu com duas palavras que gosta da minha presença? E se você me amar mais do que eu te amo? E se você achar que eu sou muito para você? Será que gosta dos meus olhos e das minhas curvas? Será que presta atenção no jeito que bato o pé quando respondo as mais difíceis perguntas do teste de matemática? E quando eu dou risada, você gosta de me ver rir? Porque você me faz dar gargalhadas na sala de aula quando faz qualquer coisa idiota? Será que você faz de propósito?
      Mas quando te vejo com a outra caminhando pelo pátio ou dando risada eu desabo e me pergunto mais uma única questão: Porque ainda faço essas perguntas a mim mesma?

PS: Em parte esse texto representa minha situação atual, tirando as sete palavrinhas, porque falo com o fulano a aula inteira praticamente. Só para ficar mais dramático.
Beijos, Ráh